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sábado, 14 de novembro de 2009

Despedida

Finalmente fui embora daquela cidadezinha rodeada de bucólicas montanhas. O mais engraçado é que quando cheguei lá tudo era lindo e novo e misterioso, com suas ruas de paralelepípedos, suas igrejas de ouro e seus bares vintage, só que quanto mais se aproximava o momento de partir, mais a cidade que eu tanto amei ficava insuportável. Mas, desconfio que não era a cidade que piorava e sim as pessoas que nela moravam. Quando conhecemos alguém podemos ter uma antipatia imediata ou não, podemos gostar já de cara, existem pessoas - foi assim no final - que eram tão legais e acabaram se mostrando totalmente idiotas. Porque, meu Deus, alguém vai brigar por causa de uma opinião nossa, isso quando essa mesma pessoa foi quem nos disse para sermos sinceros, e porque essa mesma pessoa não fala o que sente e porque está brava mesmo quando pedimos um milhão de vezes para faze-lo? Eu juro que não entendo, e também juro que isso me cansou e me fez, no final, desgostar bastante de lá.
Bom, mas quanto mais pessoas ridiculas encontramos pelo mundo, mais pessoas que valem a pena também aparecem, e comigo não foi diferente. Posso dizer que por todo o tempo que fiquei lá, algumas pessoas realmente me fizeram feliz. Posso citar como exemplo uma chinesinha que não sabe contar piada, mas que é tão inteligente que até assusta, ou um pseudo-intelectual ichsano (haha) que usava bigode e gostava de sair de pijamas pela rua, ou até um pagodeiro que, juro, não tinha coração (já viram algum?). São pessoas que fizeram meus dias coloridos e que me fizeram ver que uma cidade bucólica no meio das montanhas pode ser chata, mas tem seus dias bons, e esses minha gente, valem mais que uma sobremesa boa do bandeijão (hehehe).
Acho que no fim das contas eu achei o que tinha ido procurar tão longe de casa, achei a-m-a-d-u-r-e-c-i-m-e-n-t-o. Valeu a pena. =D

sexta-feira, 3 de julho de 2009

A liberdade de ver o mundo com meus próprios olhos

Nós sempre tivemos uma relação de amor e ódio, sabe? Eu o odiava, mas não conseguia ficar longe, parecia minha droga, minha obsessão, mas, também, o que eu poderia esperar, ao mesmo tempo em que ele me incomodava, fazia com que eu visse o mundo de uma maneira diferente, melhor.
Eu chorei tantas vezes de raiva dele, não saia de casa por sua causa, ficava deprimida querendo uma vida diferente, mas não conseguia me afastar, o queria todos os dias, todas as horas, logo que acordava já sentia necessidade dele, ao mesmo tempo que aquilo me completava, me deixava cada vez mais triste.
Quando decidi que não queria mais sua presença em minha vida, ainda demorei um pouco para realmente o afastar, foi difícil e o medo era tão grande! E se eu não conseguisse viver sem ele? E se eu viesse a precisar dele de novo um dia, como poderia voltar atrás?
Depois de muito pensar e tomar coragem, lá fui eu para o fim. Fiz o que tive de fazer, e acabei com tudo. Tudo, sem deixar nada dele em mim, acabou e como todo final foi triste.
No primeiro dia eu queria morrer, chorava sem parar e sua falta era desesperadora. A recuperação foi difícil, eu ia melhorando, mas, algo ainda faltava. Eu quis por tanto tempo me sentir livre, ficar longe dele e quando realmente consegui o que senti foi tristeza, não é estranho? Eu finalmente poderia ver o mundo de uma outra forma, sem ficar presa a ele e eu sentia sua falta todo dia. Na hora que acordava era tão estranho não vê-lo ao meu lado, mas mesmo assim eu caminhava pouco a pouco para a completa recuperação.
Hoje eu estou bem, me sinto até feliz sem ele, mas não do jeito que imaginava, acho que falta pouco para eu realmente não sinta mais essa carência. Na verdade eu estou até gostando dessa sensação de liberdade, de poder ver o mundo com meus próprios olhos.
Por isso que agora sempre digo: “Depois da operação refrativa, óculos, nunca mais!”

"Porque você não olha pra mim?
Me diz o que é que eu tenho de mal.
Porque você não olha pra mim?
Por trás dessa lente tem um cara legal."
=D

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Quando a certeza é cada vez maior

O paraíso e o inferno
se conjugam

criando 

a única coisa que
poderia ser criada
à partir
disto

mudança.

 

segunda-feira, 9 de março de 2009

Fallen


As vezes eu me sinto tão cansada Chico, você me entende? É uma canseira de viver, de sorrir, de sentir... Gostaria de ser fria só mais cinco minutinhos e deixar que os sentimentos fiquem lá guardadinhos pra daqui a pouco.
Deita sua cabeça em meu colo e olha esse céu. Olha o céu que tanto ama, o arco-íris depois da chuva que caiu hoje, sente o vento em seu rosto e chora se tiver de chorar e ri se tiver de rir, mas para com esse vazio, Ana. Para com isso...

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

PALETA DE CORES

Ei José,
Porque ser gauche na vida?
Poderíamos ser guache,
Que tal?

Colorir esse mundo
preto-e-branco,
com todas as cores do
arco-íris.

Brincaríamos com suas fitas
multicoloridas,
dançando ao som de Mutantes.

Usaríamos o vermelho para você
rir
da minha boca com batom


Pintaríamos um céu ao
amanhecer,
naquele tom alaranjado,
que só se vê lá de cima da
igreja, sabe?

E montanhas, verde bem
escuro,
com neblinas brancas ao redor,
só para lembrar dias frios e
aconchegantes.

Ah, são tantas cores José!
Podemos usá-las das mais variadas
formas.
Vamos colorir o mundo ao nosso
Bel prazer.
Vamos ser guache na vida, José?